de Capuccini Brasil

O perigo do ácido salicílico nos cosméticos

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Muito utilizado pela indústria farmacêutica na fabricação da aspirina, que é, sem dúvida alguma, o analgésico mais consumido em todo mundo, o ácido acetilsalicílico surgiu, segundo pesquisadores, no ano 400 a.C. Porém, foi em 1827 que seu princípio ativo, a salicilina, foi transformado em álcool salicílico, que pode ser oxidado para o ácido salicílico. A indústria cosmética resolveu então buscar na sua utilização um tratamento eficaz para espinhas. Estudiosos americanos comprovaram que o ácido acetilsalicílico também pode ser inserido nos produtos destinados aos cuidados com a beleza, principalmente em cosméticos que atuam na esfoliação da pele com acne.

Atualmente, estima-se que em torno de 1% da população sofrem de salicilismo, ou seja, alergia ao ácido salicílico ou ácido acetilsalicílico. Por isso, muitas pessoas se perguntam: quem tem alergia ao ácido contido nos medicamentos, também pode apresentar reações adversas na utilização de cosméticos com essa substância?

Sabe-se que reações alérgicas não dependem da dose e são específicas para uma determinada substância. Dependem de um mecanismo imunológico, ou seja, da produção de anticorpos ou da proliferação de células específicas para reagir contra a substância em questão.

Especialistas garantem que a alergia aparece tanto pela ingestão quanto pelo uso tópico de qualquer produto cosmético ou medicamento que o contenha. O tratamento deve ser realizado por médicos dermatologistas e é feito à base de corticoides orais ou injetáveis, dependendo da gravidade da reação.

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